
O medo é pequeno
Um verme podre terreno
Um micróbio transparente
Um elétron insistente
Não tem força de vulcão
Nem chega a ser um furacão
É um ponto no espaço
E que gira no compasso
Para esconder a solução
Aos que lhe abrem o coração
Permita-me que o enforque
E peço-te que se esforce
Que ao medo não pereça
Que de dia não adormeça
Que acredite no meu sonho
Não esfrie meu outono
Olhe pra frente, veja agosto
Dia primeiro, sorriso no rosto.
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