segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011



Na minha palma a minha alma
O meu espirito, meu rosto limpo
O travesseiro, a cama, a lama
Minha carne crua, meu mar, meu risco
Minha luva, minha musa, minha calma
Minha dor, minha cara, minha cor
Meu sufoco, meu esforço, minha verdade

Na minha mão a minha sinceridade.

Meu alívio, minha paz,
Ou minha guerra... Tanto faz.
Nela o meu uísque, meu cantinho triste
Nela minha emoção, minha ilusão
Por ela a dedicação
Para ela o meu espelho
E nela o meu desejo inteiro
De ter no toque a sua mão.

"Me dê a mão, vamos sair pra ver o sol..."

Paura



O medo é pequeno
Um verme podre terreno

Um micróbio transparente
Um elétron insistente

Não tem força de vulcão
Nem chega a ser um furacão

É um ponto no espaço
E que gira no compasso

Para esconder a solução
Aos que lhe abrem o coração

Permita-me que o enforque
E peço-te que se esforce

Que ao medo não pereça
Que de dia não adormeça

Que acredite no meu sonho
Não esfrie meu outono

Olhe pra frente, veja agosto
Dia primeiro, sorriso no rosto.